Morre o fundador da OELA, Rubens Gomes

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Os povos da floresta cantam uma canção triste nesta sexta-feira, 29/5, em virtude da morte do ativista, músico e luthier, Rubens Gomes, 60, que morreu na última quinta-feira, 28, por volta das 23h, vítima de uma parada cárdio-respiratória.
Rubão, como era popularmente conhecido, foi o fundador da Oficina Escola de Lutheria da Amazônia (Oela), criada em 1998, para ajudar jovens em situação de vulnerabilidade social, do bairro Zumbi dos Palmares, na Zona Leste.
Ao longo de mais de 20 anos, a Oela, além de formar, aproximadamente, 2.300 alunos, no ofício de luthier, passou a se dedicar as causas ambientais, transformando-se na primeira lutheria do mundo a trabalhar com madeiras amazônicas, certificadas com o selo FSC (Forest Stewardship Council) de cadeia de custódia, que acompanha todo o processo de beneficiamento da madeira.

Educação
Ampliando a sua atuação junto às comunidades carentes, Rubão buscou parcerias que fizeram com que a OELA também passasse a atuar na área educacional, entre elas o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e o coletivo Coca-Cola. A organização oferece cursos de informática, preparação para o mercado de trabalho, curso de Libras entre outros.
Além da atuação no Amazonas, Rubens fez com que a OELA expandisse as fronteiras, com um projeto no arquipélago do Bailique, no Amapá, trabalhando junto as comunidades daquela região, com a produção do açaí, de uma maneira sustentável, gerando oportunidade de renda para a comunidade.
A organização também passando a atuar com o projeto Esporte Educacional e Sustentabilidade (ESS), patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, oferecendo práticas esportivas como taekwondo, remo e esportes coletivos, além de educação socioambiental para crianças e adolescentes do bairro Mauazinho, Zona Leste.

Saúde
Em 16 de novembro de 2018, Rubens Gomes foi submetido a um transplante pulmonar na cidade de Porto Alegre (RS), e passou por um longo processo de recuperação, chegando a ficar um ano e oito meses distante de Manaus, para cumprir o Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
Mesmo com todas as complicações de saúde, Rubens retomou o curso de luteria em 2019, após dois anos de paralisação das atividades. O novo projeto retornou com apoio da Brazil Foundation e patrocínio do Banco da Amazônia (Basa).

Projeção internacional
Por conta do projeto social voltado ao ensino da lutheria, a OELA se tornou uma organização conhecida em todo o mundo, pelo trabalho social e também pela luta pela preservação do meio ambiente, conquistando vários prêmios por sua atuação.
Em 2009, em visita a Amazônia, o herdeiro do trono britânico, o príncipe Charles de Gales, esteve em Manaus e conheceu pessoalmente o projeto.
Rubens deixa a viúva Jessica Gomes, que é coordenadora geral de projetos da OELA. Ele não tinha filhos.

Mais informações: Jasy Abreu (presidente do conselho da OELA) 98159-3557

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